ÁREA DO ASSOCIADO

Nota à população

O RECAP acompanha com grande preocupação os efeitos do atual cenário internacional sobre o mercado de petróleo e derivados, especialmente sobre o óleo diesel.

Ontem (16/09/2026), se deu a publicação da Portaria MF nº 2.813, que estabeleceu subvenção econômica ao óleo diesel A de uso rodoviário no valor de R$ 1,00 por litro, pelo prazo de 30 dias e com vigência imediata. De imediato, na data de hoje (17/09/2026), a Petrobras informou um reajuste em seus preços de venda de óleo diesel A às distribuidoras, no mesmo valor da subvenção.

Com esse reajuste, a paridade internacional de preços mostra que a Petrobras está vendendo o óleo diesel a R$ 2,96 abaixo dos custos de importação e a gasolina a R$ 1,17. Mesmo com o novo subsídio, que foi completamente anulado pela alta dos custos, os preços dos combustíveis derivados do petróleo já estão refletindo essa parcela importada dos combustíveis, por causa da alta internacional do barril do petróleo.

Já chega ao RECAP, por intermédio dos revendedores associados, a informação de que está ocorrendo um aumento diário nos preços do diesel e da gasolina por parte das distribuidoras. Lembramos que um total de 30% do diesel consumido no Brasil é importado, assim como cerca de 10% da gasolina.

O posto revendedor está na ponta final do mercado de combustíveis. Ele compra o combustível da distribuidora e precisa administrar, de forma individual, estoque, capital de giro, despesas operacionais e o equilíbrio econômico-financeiro da sua empresa.

Por isso, o alerta que fazemos às autoridades, aos órgãos de defesa do consumidor, ao Ministério Público, à ANP e à própria sociedade é muito simples: é necessário olhar toda a cadeia de formação do preço.

Não se pode analisar apenas o número que aparece na bomba. É preciso verificar quanto custou o produto na refinaria, as condições de importação, os preços praticados pelas distribuidoras, logística, tributação e, finalmente, o custo efetivamente suportado por cada posto.

Nossa maior preocupação neste momento está no diesel. Já existem relatos de restrições pontuais de oferta em diferentes regiões do Brasil, em um momento de forte pressão internacional sobre esse combustível. E o diesel é absolutamente estratégico para o país: movimenta o transporte de cargas, alimentos, agricultura e praticamente toda a atividade econômica.

O RECAP não antecipa preços, não sugere reajustes e não orienta qualquer comportamento comercial. Cada posto é uma empresa independente e deve tomar suas decisões de preço e de gestão de acordo com sua própria realidade, seus custos e suas condições comerciais.

O nosso papel é institucional: alertar para o que está acontecendo na cadeia, defender a regularidade do abastecimento e cobrar que qualquer fiscalização seja técnica, ampla e equilibrada.

Antes de apontar para o posto de combustíveis, é fundamental olhar de onde o combustível saiu, quanto custou em cada etapa e como ele chegou até a bomba.

A situação continua imprevisível e sujeita a variações diárias, dependendo do desenrolar desse conflito. O Recap se mantém atento e, se surgirem novas informações de interesse dos revendedores e do público em geral, emitiremos novos comunicados.